Como elaborar um bom currículo

Ele deve ser atraente, completo e objetivo

O currículo não pode ser muito extenso e deve ter, no máximo, duas páginas. O ideal é conseguir condensar as informações em uma página, de maneira muito clara e ordenada. Mesmo tendo que ser completo, não há uma ordem específica para a disposição de seus dados. A única regra fixa é a colocação dos dados pessoais no alto da folha.

Independente da ordem, são indispensáveis as seguintes seções:
  • Dados Pessoais: no alto da página escreva seu nome, com destaque, endereço, telefone e todos os meios pelos quais os selecionadores podem entrar em contato com você (telefone de recado, fax, e-mail, bip). Afinal, a intenção é que eles possam lhe achar com facilidade.
  • Sumário/Objetivo: descreva em poucas linhas, aproximadamente cinco ou seis, quem é você, qual seu objetivo e cargo pretendido na empresa, mostrando porque você é o profissional adequado à vaga. Ressalte sucintamente suas qualificações e pontos fortes, mas apenas os mais importantes.
  • Resumo de Qualificações: enumere os projetos que realizou ou de que participou, explorando resultados positivos em empregos anteriores. Por exemplo, um estágio no qual você começou em uma função e subiu na hierarquia, ganhando mais responsabilidade. Tente fornecer informações práticas, que possam ser verificadas. Em hipótese alguma coloque dados que não sejam verdadeiros, pois esse campo do currículo deve ser um atrativo para que o selecionador o chame para a entrevista.
  • Histórico Profissional: use a ordem cronológica inversa. A partir da última ocupação, enumere no máximo seus três últimos empregos ou estágios, fornecendo o nome da empresa, cargo, período e principais atividades. Como os principais dados de qualificação são colocados no Resumo de Qualificações, não é necessário perder tempo com detalhes.
  • Histórico Escolar: aqui também vale a ordem cronológica inversa. Indique os cursos de pós-graduação, seja mestrado ou algum curso lato sensu, em qual curso, universidade e o ano de conclusão. Coloque os cursos de extensão que você considera pertinente à vaga, o curso de graduação que fez e o ano de conclusão.

    Se ainda está na faculdade, indique o curso, a instituição e o ano previsto para conclusão. Caso esteja estagiando, diga onde e qual sua disponibilidade de horário. Quanto a colocar onde concluiu o ensino médio, alguns consultores de recursos humanos aconselham apenas no caso de uma instituição muito reconhecida na área educacional.
  • Atividades Acadêmicas/Trabalhos Publicados: são as armas de quem não tem experiência profissional. Se você foi bolsista em algum projeto de iniciação científica, realizou pesquisas, fez monitoria ou estágio curricular na faculdade, coloque essas informações. Sempre tente selecionar aquelas que se relacionam ao cargo pretendido. Outras atividades também têm lugar no currículo, desde que sejam pertinentes: ser representante discente, por exemplo, evidencia espírito de liderança.
  • Informações complementares: nesse campo você deve colocar seus conhecimentos de informática e idiomas, a não ser que essas habilidades sejam exigências fundamentais do cargo. Nesse caso, precisam ser colocadas no Sumário e Resumo de Qualificações. Alguns analistas de RH recomendam a colocação do nível de idiomas apenas quando ele é muito bom, mas é consenso que você tem que ser honesto, expondo exatamente o quanto você domina a língua.
Também como informações adicionais devem ser postas experiências no exterior, sejam elas de intercâmbio ou não. Claro que uma viagem a estudos conta muito mais pontos, ainda mais se tiver relação com a vaga; se você teve a oportunidade de fazer estágio no exterior na área de atuação da empresa para a qual está enviando o currículo, dê destaque para esse dado. Ele pode até ser desatacado no Resumo de Qualificações, dependendo do grau de afinidade com o campo de atuação da vaga.

Um ponto que vem sendo muito valorizado pelos recrutadores é o trabalho voluntário. Se você já participou de atividades em OSCs (Organizações da Sociedade Civil, também conhecidas como ONGs - Organizações Não-Governamentais) , não deixe de incluir essa informação. A atuação em Empresas Juniores, em Centros Acadêmicos, organizando palestras e eventos, e em associações comunitárias são levadas em conta.
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