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| :: Quando o Empréstimo é a Melhor Saída |
Toda pessoa precisa ter uma reserva financeira para emergências. Esta é uma regra básica para garantir a segurança mínima e qualquer planejamento financeiro deve incluir a formação desta reserva.
Esta reserva tem como objetivo cobrir situações não previstas, como um problema de saúde, por exemplo. O que não faltam são emergências na vida, como a necessidade de pagar uma dívida inesperada ou uma reforma repentina no apartamento. Porém, é preciso ser criterioso na definição destes imprevistos, para evitar gastar suas reservas em objetivos que poderiam ser adiados.
Quando pegar empréstimos
Mas o que fazer se a emergência acontece e o fundo de reservas não é suficiente? Neste caso, o caminho mais fácil é tomar um empréstimo no banco de seu relacionamento. Algumas vezes, parentes e amigos podem ajudar. Mas muita gente não tem disponibilidade, mesmo que sobre vontade.
Além disso, há quem não se sinta à vontade para pedir um dinheiro emprestado. No banco, o cliente pode tomar um empréstimo sem constrangimentos e compatível com sua capacidade de crédito.
Outra ocasião que torna atraente o empréstimo é quando o benefício compensa o custo dos juros. É o caso de uma família que pretende comprar a casa própria, mas sabe que vai precisar de cinco anos para juntar todo o dinheiro. Esta família pode entender que o financiamento imobiliário vale a pena, porque antecipa seu objetivo. Na ponta do lápis, pode até ser mais econômico do que simultaneamente pagar aluguel e juntar a poupança para a compra do imóvel.
Veja algumas alternativas de linha de crédito
- CDC
- Crédito pessoal
- Cheque especial
- Financiamento da casa própria
Importante!
Nem sempre o empréstimo mais barato é o mais adequado. Uma pessoa que precisa de um dinheiro extra por apenas dez dias faz melhor negócio usando o cheque especial do que contratando um empréstimo pessoal. O juro do cheque especial é mais caro, mas o prazo do empréstimo pessoal é totalmente inadequado para necessidades de curto prazo. Por isso é conveniente avaliar as condições de cada linha com cuidado para fazer a melhor escolha.
| Obtenha crédito por meio do CDC |
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Mais conhecido pela sigla CDC, o Crédito Direto ao Consumidor é concedido por bancos e financeiras, sempre vinculado à compra de um determinado bem ou serviço. É bastante utilizado para o financiamento de compra de automóveis e eletrodomésticos.
A operação tem a seguinte estrutura básica: o cliente paga uma entrada à vista e financia o restante do valor da compra, normalmente de 50% a 80%, em parcelas a serem pagas num prazo determinado, em geral de três a 24 meses.
O CDC normalmente é intermediado pelo lojista na hora da venda, que trabalha com a linha de crédito de uma ou mais instituições, que é negociada antecipadamente. Se for um banco, não é necessário que o comprador seja correntista.
Em geral, basta apresentar comprovante de renda e residência para se obter empréstimo via CDC, mas os documentos exigidos podem variar, dependendo do bem, do montante do empréstimo e da instituição.
O prazo do CDC é bastante flexível, podendo variar de alguns poucos dias até prazos entre 36 e 48 meses, em casos mais raros, em princípio. Os financiamentos mais comuns, contudo, costumam situar-se na faixa entre três e 24 meses.
O CDC pós-fixado, menos comum, pode apresentar algumas restrições quanto a prazos mínimos, dependendo do indexador. Não é comum a rolagem dessa dívida antes do cliente ficar inadimplente, o que normalmente acarreta os inconvenientes de ter o nome enviado para os serviços de proteção, como o SPC e a Serasa.
No caso dos financiamentos de automóveis, que representam um parcela bastante significativa do volume de recursos concedidos em CDC pelos bancos, a alienação do bem pode trazer alguns inconvenientes para o comprador, pois a revenda do veículo, que ainda não está com a operação de financiamento finalizada, se torna mais difícil devido à burocracia e custos de transferência da alienação. Uma alternativa ao CDC, bastante competitiva, é o leasing.
Taxas de juros
As taxas do CDC são, na sua maioria, pré-fixadas, e o cliente sabe com antecedência que vai pagar um número predeterminado de parcelas de valor fixo e conhecido no momento do fechamento do empréstimo. Contudo existe a possibilidade de contratos com taxas pós-fixadas, atreladas a um indexador específico.
A vantagem das taxas pré-fixadas é saber com antecedência quanto se vai pagar de juros e qual será o valor total do bem. As taxas pós-fixadas têm a vantagem de poder ser reduzidas ao longo do tempo, caso as taxas de juros baixem durante o pagamento das parcelas do financiamento. Contudo, assim como podem cair, também podem subir.
A definição dessas taxas de juros é dada pelas condições do mercado financeiro e pelas estratégias de marketing dos lojistas. Muitas vezes, a empresa provedora do bem ou serviço possui estratégia de vendas mais agressiva e consegue planos de financiamento diferenciados e mais atraentes para seus produtos, de forma a estimular suas vendas e resultados.
Garantias
Para se conceder o crédito, o próprio bem a ser financiado servirá de garantia.
No final do contrato, pagas todas as parcelas, o cliente recebe a chamada carta de liberação - documento que o desvincula do financiamento e o libera para propriedade exclusiva de quem o adquiriu. Nesse momento se diz que o bem deixa de estar alienado, como se diz no jargão financeiro.
Tributação
Além de uma taxa de abertura de crédito, a operação de CDC incorre nos seguintes tributos: IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras): 1,5% ao mês sobre o valor da prestação.
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| Crédito pessoal: tranqüilidade para obter empréstimos |
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O crédito pessoal* é um empréstimo concedido pelo banco, que o cliente utiliza livremente, sem a necessidade de comprovação do destino do dinheiro, isto é, não possui um direcionamento específico (aquisição de bens), ficando a seu critério escolher a melhor forma de pagamento.
Tipos de crédito pessoal
- Pagamento parcelado: contrato efetuado para pagamento de parcelas mensais
- Pagamento final: contrato efetuado para pagamento total em uma única data
Formas de pagamento
- Débito em conta corrente
- Cheques pré-datados
- Boleto bancário
Garantias
Todo empréstimo prevê uma garantia de pagamento. Caso o devedor não cumpra como o contratado, o banco aciona a garantia acordada. As mais comuns são:
- Avalista
- Nota promissória
- Alienação fiduciária (veículos)
Modalidades
- Padrão: cliente assina um contrato com o banco para cada operação, podem ser:
- Tradicional
- Antecipação de Imposto de Renda
- Adiantamento de 13º Salário
- Automático: cliente assina apenas um contrato e pode liberar várias operações, através dos canais disponíveis de cada instituição financeira, que podem ser:
- Telefone (móvel e celular)
- Internet banking
- Banco 24 Horas
- Consignado em folha de pagamento: somente para clientes que trabalham em empresas que possuem convênio de empréstimo consignado em folha de pagamento de seus funcionários.
Obs.: Espeficações dos links no fim da página.
Prazos
Cada instituição financeira disponibiliza os empréstimos em prazos diferenciados.
Os prazos geralmente praticados são:
- Parcelados: de dois a 24 meses
- Final: de sete a 60 dias
Tributação
A tributação que incide sobre as operações de crédito pessoal é:
- IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) que possui uma alíquota de 1,50% ao ano, calculados sobre o valor de cada prestação ou valor total emprestado (prazo final).
* Todo crédito está sujeito a análise e aprovação.
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| Conte com a praticidade do cheque especial |
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O cheque especial é um crédito rotativo, vinculado à conta corrente, destinado à cobertura automática quando seu saldo ficar negativo, acionado a partir do momento em que não há mais recursos disponíveis na conta corrente.
Quando a conta passa a ser coberta pelo limite desse crédito rotativo, o cliente passará a pagar juros e somente são cobrados pelos dias em que o crédito foi necessário. O valor da taxa de juros varia em cada instituição.
É uma alternativa de crédito de alta liquidez. Funciona principalmente como solução para necessidades emergenciais, empréstimo para despesas pessoais ou domésticas de curtíssimo prazo.
No caso do BANCO REAL, a cobrança de juros do cheque especial ocorre no primeiro dia útil do mês seguinte e é feita automaticamente em conta corrente. Nos casos em que a situação se torna crônica, é possível procurar o gerente e tentar buscar outras alternativas de empréstimo, como o crédito pessoal.
Dependendo da finalidade ou da necessidade de crédito, alternativas como o crédito pessoal e o CDC são preferíveis na grande maioria das situações, pois oferecem prazos e limites maiores e mais adequados àquela situação.
O saldo devedor do cheque especial é tributado pelo IOF.
A concessão do limite de crédito é feita depois de uma análise do perfil financeiro do correntista. Na média, os limites de crédito para o cheque especial variam entre R$ 200 e R$ 20 mil.
Para obter um cheque especial a gerência poderá solicitar ao cliente, em geral, os mesmos documentos pedidos para a abertura de conta corrente, caso ainda não tenha apresentado, mais um comprovante de renda - contra-cheque, demonstrativos de outros bancos ou cópia da declaração do Imposto de Renda, no caso de profissionais autônomos. De toda forma os documentos exigidos podem variar ligeiramente entre os bancos.
Taxas de juros
Ao ficar negativa, a conta é, automaticamente, coberta pelo limite do cheque especial e começa a ser calculado os juros apenas sobre o valor utilizado do cheque especial. Da mesma forma, como os juros são calculados diariamente, somente são cobrados os dias em que o crédito foi necessário.
A taxa de juros aplicada pelo uso do cheque especial varia em cada instituição e é definida por fatores, como o custo operacional dos bancos, o custo do dinheiro, o recolhimento compulsório, o risco de inadimplência, entre outros.
Alguns bancos oferecem carência de alguns dias para iniciarem a cobrança de juros, como forma de atração de clientes. Nesses casos, o cliente pode ficar com a conta negativa até o limite de seu cheque especial pelo número de dias permitido pelo banco, sem ter despesa de juros com isso. Em outros casos, os bancos concedem abatimentos significativos nas taxas de juros, de acordo com o perfil do cliente, podendo chegar a mais de 40%.
Renegociação e rolagem do cheque especial
No caso do BANCO REAL, a cobrança de juros do cheque especial ocorre no primeiro dia útil do mês seguinte e é feita automaticamente em conta corrente.
Durante a vigência do contrato de cheque especial, o limite de crédito fica à disposição na conta corrente. Ao término de sua vigência, caso não haja nenhum tipo de restrição creditícia, o contrato é renovado automaticamente. Caso isso não ocorra, os gerentes das contas são orientados a contatar o correntista para informá-lo do débito, conhecer sua situação e até oferecer outras alternativas de crédito.
Como alternativa de empréstimo
O cheque especial é uma alternativa de crédito de alta liquidez, ou seja, pode ser acionado e quitado a todo momento pelo cliente, dentro do limite estabelecido pelo banco. Funciona principalmente como solução para necessidades emergenciais, empréstimos para despesas pessoais ou domésticas de curtíssimo prazo.
No caso de empréstimos mais longos, há outras alternativas mais interessantes no mercado, como o crédito pessoal, que oferece parcelamento por prazos e limites maiores, além de taxas de juros mais atrativas, pois o risco de inadimplência é menor que o do cheque especial.
Tributação
O saldo devedor do cheque especial é tributado pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em 3,0% ao ano, mais alíquota adicional de 0,38% sobre os acréscimos diários dos saldos devedores, cobrados no primeiro dia útil do mês subseqüente.
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| Realize o sonho da casa própria |
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Financiar a compra de um imóvel é uma decisão muito importante, dado o peso que representa o custo do imóvel no patrimônio total das famílias. Sempre é bom pensar com cuidado sobre as vantagens e riscos do empreendimento. Para fugir do aluguel, muitas famílias aceitam o desafio. E faz sentido econômico, na maior parte das vezes. O importante é colocar o valor das prestações dentro de um orçamento realista.
Compare as condições do SFH e da Carteira Hipotecária
Nos moldes do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), as taxas de juros são de 12% ao ano - as mais baixas do mercado. A prestação e o saldo devedor são corrigidos mensalmente pelo mesmo índice da caderneta de poupança - a Taxa Referencial (TR). O comprador pode obter um financiamento de até R$ 150 mil e o imóvel pode valer no máximo R$ 300 mil.
Fora dos moldes do SFH, os financiamentos são obtidos pela Carteira Hipotecária com taxas de juros livres. A correção da prestação e do saldo devedor também são feitas mensalmente pela TR. O comprador pode financiar valor superior ao estabelecido no SFH, nas condições do mercado.
Na hora de calcular quanto você pode gastar no financiamento de um imóvel, lembre-se do que os técnicos recomendam: nunca comprometa mais de 20% da renda familiar com a prestação do imóvel, pois o índice utilizado para o reajuste da prestação (TR) é diferente daquele aplicado aos salários. O prazo de financiamento também deve ser o menor possível. Desta forma, o comprador está reduzindo o peso dos juros no valor total do imóvel. Quanto maior o prazo do financiamento, mais os juros pesam proporcionalmente.
Em ambos a garantia pode ser a hipoteca ou a alienação fiduciária do imóvel financiado. O Sistema de Amortização pode ser o SAC (Sistema de Amortização Constante) ou a Tabela Price.
Prestação e saldo devedor são reajustados mensalmente pelo mesmo índice de poupança (TR).
Na prática
Antes mesmo de procurar a casa dos seus sonhos, solicite ao banco a informação sobre seu limite de crédito, para fazer uma busca mais realista. Na verdade, você pode até pedir uma carta de crédito para ter a garantia por escrito de que dispõe de financiamento.
Para obter a carta de crédito* é preciso apresentar os seguintes documentos: cópia do CPF, cédula de identidade, duas últimas declarações de Imposto de Renda e os três últimos comprovantes de rendimentos.
Se você já encontrou o imóvel que pretende comprar, vá à agência do banco em que você tem conta, pois esse relacionamento a priori pode agilizar o processo de aprovação do crédito. Depois, é só preparar a documentação requerida para a elaboração do contrato.
Importante!
O comprador potencial não deve assinar qualquer proposta, nem oferecer um sinal ao vendedor, se não estiver assessorado. Ter uma prévia avaliação da documentação do imóvel também é recomendável. É muito comum na venda de imóveis o vendedor e o corretor pressionarem para que o contrato saia no calor da emoção. Lembre-se que, se houver qualquer irregularidade ou débito vinculado ao imóvel, o banco não vai poder fechar o financiamento, por melhor pagador que o comprador seja. Por isso é importante que o contrato esteja bem amarrado para que o dinheiro da entrada seja devolvido sem prejuízos em caso de problemas com o imóvel.
* Financiamentos sujeitos à análise e aprovação de crédito.
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